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Piso vinílico em réguas

Onde: • 24 de Fevereiro - 2026 |

O piso vinílico em réguas é um dos formatos mais utilizados em projetos residenciais e comerciais. Para que o resultado não pareça artificial, é fundamental observar repetição de desenho, variação tonal, escala dos veios, textura superficial e proporção das réguas no ambiente.

Projeto Estúdio Grifo. Foto Icaro Farias

Existem diferentes formatos e sistemas de piso vinílico no mercado – em manta, em placas, clicado(encaixado) - mas o mais comum é o piso vinílico em réguas coladas. Feito principalmente de PVC (policloreto de vinila), ele imita diferentes materiais como madeira e pedra, é fácil de limpar e tem boa durabilidade, tanto em ambientes residenciais quanto comerciais.

Atualmente, as escolhas de arquitetos e designers têm recaído em tons naturais inspirados em madeira - carvalho claro, nogueira, carvalho envelhecido - e cinzas neutros. Essa preferência é confirmada por Rennan Guilherme, coordenador de vendas do Espaço Impermix Batel, em Curitiba. “Tons naturais quentes são os preferidos atualmente, em especial dos pisos vinílicos da Tarket, como papoula, tulipa, gérbera e camélia”, explica. Além de confirmar as tonalidades, Cibele Medeiros, da Impermix Rebouças acrescenta às preferências atuais a procura por menta e lichia, também do catálogo da Tarket.

 

O QUE OBSERVAR PARA NÃO PARECER CÓPIA

 

Importante frisar que não é apenas a tonalidade de cor que deve ser observada ao se escolher o piso vinílico, mas também, e principalmente o desenho da lâmina (print layer) e a forma como ele se repete no ambiente.

Primeiro, é essencial observar a repetição do desenho. Madeiras naturais nunca apresentam veios idênticos. Em pisos de baixa qualidade, o mesmo padrão se repete a cada poucas réguas, criando um efeito artificial. Quanto maior a variação entre peças e menor a repetição perceptível, mais natural será o resultado.

Outro aspecto determinante é a escala do veio. Veios muito contrastados, exageradamente marcados ou com desenhos “carimbados” costumam denunciar a artificialidade. Madeiras como carvalho, freijó ou nogueira apresentam variações sutis, nós discretos e transições de cor mais orgânicas. O excesso de nós muito escuros ou concentrados também pode comprometer o realismo.

A variação tonal dentro da própria régua é outro indicador importante. A madeira real possui profundidade cromática, com áreas ligeiramente mais claras e outras mais densas. Padrões muito uniformes tendem a parecer impressos. Já os que apresentam nuances e microvariações simulam melhor o comportamento natural da madeira.

A textura superficial também faz diferença. Pisos com registro sincronizado — quando o relevo acompanha exatamente o desenho do veio — produzem maior autenticidade ao toque e à luz lateral. Superfícies totalmente lisas, embora mais econômicas, reduzem a sensação de naturalidade.

A largura e o comprimento das réguas influenciam na percepção final. Réguas muito curtas ou estreitas podem reforçar a ideia de revestimento modular. Formatos mais longos e proporcionais à escala do ambiente aproximam o visual do assoalho tradicional.

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