Experiência e design dos perfumes orientais
Onde: Curitiba • 27 de Março - 2026 |Na tradição da cultura árabe o frasco não é apenas uma embalagem mas objeto decorativo para ficar exposto.
Nos últimos dois anos, um fenômeno curioso começou a aparecer no mercado de beleza brasileiro: a chegada e popularização dos perfumes orientais, especialmente os chamados perfumes árabes. Vindos principalmente dos Emirados Árabes Unidos e de casas tradicionais do Oriente Médio, eles conquistaram o público com fragrâncias intensas, exóticas e de longa duração.
A perfumaria árabe tem características diferentes da perfumaria europeia tradicional. Suas composições costumam ser mais densas, quentes e sensoriais, com ingredientes como âmbar, incenso, sândalo, mirra, especiarias e o famoso oud, uma madeira aromática rara considerada um dos materiais mais valiosos da perfumaria.
Na cultura do Oriente Médio existe uma longa tradição de perfumes feitos à base de óleo, conhecidos como attar ou ittar. As fragrâncias são extremamente concentradas, aplicadas diretamente na pele e não utilizam álcool, o que faz com que o perfume permanecer por muitas horas na pele e na roupa.
Outro aspecto que chama atenção na perfumaria oriental é o design dos frascos, bastante diferente do padrão minimalista predominante nas marcas ocidentais. Enquanto muitas casas europeias privilegiam embalagens simples e discretas, várias marcas do Oriente Médio tratam o frasco como parte central da experiência do perfume. Inspirados na tradição estética árabe, esses recipientes costumam ter formas elaboradas, metais dourados, relevos, pedras decorativas e tampas esculpidas, lembrando pequenos objetos de joalheria.
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