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Como é morar em um dos edifícios mais altos de Balneário Camboriú

Onde: Balneário Camboriú • 04 de Maio - 2026 | Fotos Fabio Jr Severo

Projeto de cobertura do One Tower mostra como é a experiência de morar nas alturas.

Com 290 metros de altura, o edifício One Tower, em Balneário Camboriú, ocupou até recentemente o posto de arranha-céu mais alto da América do Sul. A altura chamou atenção, mas o que realmente colocou o edifício no centro das conversas foi outra questão: afinal, como é a vista lá de cima?
A curiosidade não é gratuita. Em um ponto onde o horizonte se abre sem barreiras, a relação com o espaço muda — e é justamente essa experiência que mostramos a seguir no projeto da cobertura de 380 m² no edifício assinado pela arquiteta Simara Mello.

 

O imóvel foi adquirido ainda em obra por um casal de empresários com três filhos, que já conhecia o trabalho da arquiteta. A planta original não atendia à rotina da família e foi completamente redesenhada.

 

Com vista panorâmica de 360 graus para o mar e para a cidade, a cobertura se transforma em um verdadeiro mirante. Pensando nisso, a arquiteta optou por uma composição de poucos móveis sob medida e peças soltas assinadas por designers brasileiros.

 

As suítes ficam voltadas ao sul. A área social ocupa a face norte, onde a relação com o mar é mais direta. Sala, espaço gourmet, piscina e área externa se conectam de forma contínua, com cobertura retrátil que amplia o uso ao longo do ano.

 

O branco predomina não apenas como recurso estético, mas também como ferramenta que reflete e distribui a luz. A iluminação artificial segue essa mesma linha, com uso majoritário de luz indireta.

 

A rotina da família aparece nas soluções. A cozinha foi dimensionada para uso intenso, com grande capacidade de armazenamento. A área de churrasqueira se integra ao convívio. O escritório, posicionado junto à área social, responde ao trabalho remoto sem isolar o usuário. No setor íntimo, o closet foi dividido para uso individual do casal.

 

A automação resolve o que não precisa aparecer. Iluminação, climatização e som são controlados de forma integrada. Persianas ajudam a regular a incidência de luz ao longo do dia. O pé-direito elevado melhora a ventilação e reforça a sensação de espaço aberto.

 

Alguns pontos exigiram decisões mais técnicas. A adega, por exemplo, foi deslocada para uma área interna, protegida da luz e das variações térmicas, garantindo melhor conservação dos rótulos. Já o hall de entrada, que recebe três elevadores, foi resolvido com painéis em vidro branco fosco, que organizam os acessos de forma contínua. Um aparador suspenso e um painel iluminado definem o espaço sem excessos.