CASA COR SP

Seleção da editora: 26 ambientes para você conferir

 Inaugurada na última terça-feira, dia 23 de maio, a Casa Cor São Paulo reúne as tendências para cidades cosmopolitas, como a capital paulista tão bem representa. Aqui tudo é mega. São 69 ambientes que ficarão em exposição até 23 de julho no Jockey Club. O tradicional espaço com amplos ambientes e pé-direito alto, pode até criar uma certa monotonia para o visitante, mas não se engane. Há muito para ver, absorver e bater palmas. Aqui você confere a seleção feita pela editora da revista Casa Sul, Rosicler Ribeiro de Campos, sobre a mostra.

 “Há muito uso de madeira, lembrando o estilo escandinavo, há uma forte tendência em criar espaços mais íntimos – pequenos, acolhedores – que quase ignora modismos, e há aqueles onde mesmo poucos elementos, representam o todo, como no espaço de Jayme Bernardo dedicado à marca Baccarat. Numa visão geral se percebe ainda o estilo industrial chic, onde fios de iluminação e tubos permanecem à mostra. Há também um certo despojamento, um deixar de lado a ostentação, fruto, certamente do momento político e econômico do Brasil. O que é muito autêntico e genuíno”, esclarece a jornalista.

Vamos aos ambientes!

 

Foto Denilson Machado

Suíte Black, por Gustavo Neves 

Um dos pontos de partida do projeto, o pé-direito atinge 4,80 m e dá um tom palaciano, ainda que contemporâneo, ao espaço de 55 m² transformado em grandioso quarto de hotel. A parede arredondada típica da arquitetura de estilo neoclássico, foi recoberta de ébano – a madeira em si – e transformada em painel atrás da cama em um lado e em fundo dos armários do closet em outro. 

 

Foto Marco Antonio

Sala de Jantar, por Toninho Noronha

O profissional, em parceria de criação com o arquiteto Renato Andrade, resgata a paleta de cinzas como base para compor este ambiente de 40 m². Desta vez, a cor vem associada a tons de azul e madeira. A mesa Trave tem acabamento em microtextura metalizada cinza-grafite, composta de duas peças separadas que unidas formam uma mesa maior.

 

Foto Evelyn Müller

Baccarat, por Jayme Bernardo

O ambiente toma forma por meio de um jogo de volumes, texturas e luz, com uma paleta de cores sóbria, silenciosa e instigante. Em estilo contemporâneo, presente em grande parte do celebrado portfólio do arquiteto, o Espaço Baccarat distribui-se em 90 m², nos quais o ébano, ora associado a planos iluminados, ora a planos de reflexão, serve de base para receber as peças da marca em exposição que são as verdadeiras protagonistas do décor. O desafio, segundo Jayme, foi adequar a necessidade de exposição das peças ao limitado dimensionamento do espaço. “A arquitetura, dentro de uma proposta comercial como essa, é também a arte de conjugar beleza, conforto, valorização dos produtos e soluções inteligentes. Tudo, é claro, afinado à personalidade e singularidade da marca, neste caso, uma maison de nobreza incontestável”, contextualiza o arquiteto.

 

Foto Renato Navarro

Tartuferia, por Gustavo Jansen

Dividido em salão (foto), bar e cozinha, o espaço é composto de elementos rústicos como a madeira do piso criando uma agradável atmosfera retrô. 

 

Foto Rômulo Fialdini

Espaço dos Convidados, por Denise Barretto 

Inspirado nos elementos da natureza, como a terra, a pedra e a madeira, o projeto de 218 m² é dedicado ao relaxamento e perfeito para reunir a família e os amigos. Integrados num único e amplo ambiente, o living com lareira inclui a cozinha gourmet e uma charmosa praça com um jardim tropical também idealizado pela arquiteta. 

 

Foto Evelyn Müller

Abrigo de Memórias, por Duda Porto 

Em vez de apresentar uma ideia de decoração ou evidenciar uma peça de design, o profissional chama a atenção para a importância da valorização de cada instante com o que é essencial, aliando simplicidade e sofisticação. O ambiente retrata a cidade quando era uma aldeia no topo da colina por meio da reprodução das moradias ancestrais na paisagem do Jockey. A arquibancada ganhou um platô com deques de madeira de demolição reaproveitada e uma área de jardim cultivado em placas modulares com sistema de irrigação por gotejamento, onde o arquiteto construiu quatro cabanas que representam momentos da vida. 

 

Foto Evelyn Müller

Cozinha Industrial, por Érica Salgueiro  

A inspiração principal para o ambiente de 53 m² foi o estilo industrial chique misturado ao rústico, que se unem ao toque pessoal da arquiteta, criando um ambiente amplo e funcional com paredes revestidas com cimento queimado. 

 

Foto Salvador Cordaro

Cabana Branca, por GPPA - Gustavo Paschoalim e Paulo Azevedo

Ambiente multifuncional que pode ser utilizado como hall, foyer, mini-living informal e antessala. Os 30 m² da construção, de pé-direito alto, revelam em seu interior um layout centralizado que permite a boa circulação de visitantes e que traz a certeira combinação de azul e branco, além de toques de cores mais fortes como o vermelho-rubi, o rouge de fer e o ocre vibrante. 

 

Foto Salvador Cordaro

Casa Brasil, por Leo Romano 

No projeto de 67 m², onde living e sala de jantar formam um único e generoso ambiente, Leo Romano preserva o espaço físico em sua origem, sem quebrar nem criar paredes, e materializa a sala de jantar com ripas de pínus amarradas entre si e suspensas no teto por barbantes, trazendo aconchego e configurando um telhado, como se fosse uma pequena casa. 

 

Foto Renato Navarro

Casa Grafismo, por Leo Shehtman

Com 116 m², o espaço é dividido entre living e área gourmet. Foi inspirado no princípio da filosofia chinesa do yin e yang, que descreve a dualidade de duas energias opostas mas complementares. Partindo dessa premissa, o profissional utilizou o contraste entre luz e sombra, claro e escuro, presença e ausência, tudo em harmonia para criar uma realidade tangível ao olhar e sentir.

 

Foto Marco Antonio

Loft do Viajante, por Maicon Antoniolli

Com peças de estilo vintage, a principal ideia do projeto é mostrar, de maneira despojada, que o design excede aquelas peças compradas comercialmente e pode expressar uma mescla única.

 

Foto Renato Navarro

Casa Sustentável, por Mariana Crego

A arquiteta optou pela madeira de reflorestamento como método construtivo, matéria-prima em abundância no Brasil. Importante também pontuar que uma casa sustentável não precisa seguir o estereótipo “hippie”, mas que, se seguir as normas corretas, a sustentabilidade pode se adaptar ao estilo e gosto de qualquer morador. A faixa de vidro divide o módulo do quarto com a sala, criando volumetria na arquitetura e mostrando que a habitação pode ser modulada de um jeito diferente e criativo.

 

Foto Marco Antonio

Casa da Praia Decortiles, Marina Linhares  

Uma casa repleta de referências nacionais, que remete ao encanto paradisíaco, às cores vibrantes e à brisa refrescante das praias brasileiras. A Casa da Praia Decortiles, ambiente fruto da parceria entre a designer Marina Linhares e a marca de revestimentos, é uma curadoria do afeto. Como ponto de partida, o projeto de 243 m² conta com o azul e o branco, tonalidades que apontam para o mar e o verão e que definem toda a paleta e a atmosfera do espaço. A pureza dessas duas cores é explorada na composição dos revestimentos, com azulejos, porcelanatos e ladrilhos hidráulicos em todo o projeto. As diferentes nuances das duas tonalidades também se encontram presentes em outros materiais, acabamentos, tecidos e objetos, permeados pelo tom natural da madeira, do junco e da palhinha.

 

Foto Salvador Cordaro

Casa Cosmos, por Michel Safatle

Cada canto deste projeto que abriga quarto, estar e uma pequena cozinha foi pensado para a necessidade de conviver com o essencial, aquilo que faz sentido, que possui relevância, verdade, e que já teve seu valor legitimado pelo tempo. Compacto, o espaço é bem delimitado pela iluminação cênica, pelo mobiliário e a própria arquitetura através da coluna em cimento queimado. 

 

Foto Salvador Cordaro

Casa da Mata, por Olegário de Sá e Gilberto Cioni

Reforçando a leitura das casas dos anos 70, onde o uso da pedra rústica era marcante na arquitetura, este projeto tem o desejo de conectar as pessoas à natureza, seja na cidade, no campo ou na praia. Com atmosfera aconchegante, o refúgio de 200 m² apresenta uma verdadeira simbiose entre o rústico e o moderno, bem representada pelos materiais naturais brutos empregados de diferentes maneiras, como é o caso da madeira e da pedra, e tecnológicos, como vidros e espelhos. 

 

Foto Denilson Machado

Casa Cosmopolita, por Paola Ribeiro

Com uma planta de 180 m², a Casa Cosmopolita tem inspiração nos anos 1970 e traz o uso do dourado nos acabamentos. Integrada ao verde, a casa é muito bem ventilada por meio de brises pivotantes, o que também permite uma iluminação natural.

 

Foto Marco Antonio

Lounge dos Amigos, por Patrícia Hagobian 

O projeto, em sua forma retangular, é composto de três ambientes delimitados por biombos de acrílico: uma sala de estar com ambientação para leitura, uma sala de convivência e um interessante bar. A parede, ao longo de seus 20 m de comprimento, revestida de um painel de madeira ripada é o elemento de conexão em toda a área.

 

Foto Salvador Cordaro

Cozinha Urbana, por Patrícia Pasquini 

O equilíbrio da paleta de cores, marcado pela mesa de jantar rústica que destaca sua nuance natural com exuberância à frente do mobiliário em tons bem urbanos - cinza, bege, branco e preto - reforça a proposta do espaço minimalista e conceitual, que foge da opção tradicional de preencher uma área grande como essa apenas com armários. 

 

Foto Marco Antonio

Lounge da Sala de Banho, por Paula Leme e Luciana Bicheri

A aposta do espaço de 60 m² é na diversidade artística, em poucas peças de design e muita madeira nas estruturas, nos revestimentos e na movelaria. O projeto prima pela exaltação de elementos que remetem à natureza em busca de relaxamento e contemplação. Na área molhada, a composição entre o Dekton nero da bancada e o revestimento artesanal Burle, inspirado nas obras de Burle Marx, da coleção Brasiliana (Oca Brasil), tem um apelo moderno e consistente para a exaltação das cubas Grey Stone, tão fiéis à pedra.

 

Foto Evelyn Müller

Loft SP, por Studio 011 Arquitetura - Barbara Gomes e Giulliana Savioli

O espaço de 112 m² foi idealizado para atender um jovem casal que convive com a confusão urbana, mas tem a necessidade de contemplar o seu próprio canto ao chegar em casa. As profissionais realizaram uma curadoria especial e selecionaram para o mobiliário peças assinadas por Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin, obras de artistas como Daniel Senise, Vik Muniz e Florian Raiss, além de móveis da Minotti Italia e da Atrium Collection. Todas as paredes e forro são revestidos de carvalho americano, proporcionando um espaço convidativo e sereno marcado por cores neutras como cinza, bege e preto.

 

Foto Evelyn Müller

Suíte Máster, por Thiago Manarelli e Ana Paula Guimarães

Envolvidos por um clima sensorial aconchegante com espaços amplos que proporcionam bem-estar e momentos de relaxamento, os profissionais imprimiram em 56 m² uma atmosfera arquitetônica atemporal, harmonizando características do classicismo com o geometrismo presente no design contemporâneo, num pé-direito de aproximadamente 4 m².

 

Foto Renato Navarro

Estúdio + 55, por TRiART Arquitetura - André Bacalov, Kika Mattos e Marcela Penteado

Pensado para um morador que prioriza a praticidade, a TRiART focou no aproveitamento do espaço de 38 m²  ao centralizar as atividades no sofá – também batizado +55. O móvel é um dos itens assinados pelo trio. Modular, ele tem assentos voltados para os quatro lados do ambiente, funcionando também como banco para a mesa de jantar.

 

Foto Evelyn Müller

Estúdio do Nômade, por Todos Arquitetura - Fabio Mota, Lais Delbianco e Mauricio Arruda

Inspirado por uma paleta cromática natural baseada num estilo “on the road” e “marginal chic”, que se apropria de códigos outdoors para espaços internos, o ambiente conta com um mix de peças de design e arte com materiais sensoriais e cheios de histórias. No projeto de 90 m², a Todos Arquitetura utilizou as inspirações do território “pioneiro”, uma resposta aos desafios sociais, econômicos e políticos enfrentados nos dias atuais. O estúdio tem um estilo marginal, no sentido da liberdade, da busca por se reconectar consigo mesmo e com o planeta que está à sua volta.

 

Foto Renato Navarro

Loja Mmartan, por Trêszerosete - André Britto, Caio Ferraz e Kamal Yazbek

A partir de uma loja conceitual e high-tech, a Mmartan oferece uma experiência sensorial, obtida por meio de alta tecnologia e interação direta com o usuário. Os arquitetos partem da premissa fundamental que impulsiona e estimula a compra de produtos no segmento: o tato. São 32 m² destinados a promover as plataformas digitais da marca, como o site recém-lançado e que possui a tecnologia Omni Channel – recurso inovador que integra lojas físicas, virtuais e o cliente, explorando inúmeras possibilidades de interação. 

 

Foto Salvador Cordaro

Estúdio do Artista, por Sandra Moura  

Uma atmosfera que envolve arquitetura, design e botânica foi o que Sandra Moura desenvolveu num espaço de 100 m² de atravessamentos conceituais. O Estúdio do Artista foi criado em homenagem ao artista plástico paraibano José Rufino, conhecido por suas obras com temas memorialísticos, sociais e políticos que unem o regionalismo à contemporaneidadel. Tomando como mote as características da vida e obra de Rufino, Sandra mergulhou em pesquisas de materiais específicos – plantas raras, móveis e objetos de design especial, rochas, estruturas metálicas e texturas – para criar uma residência artística, uma casa fora de casa, um módulo avançado para viver e soltar o pensamento criativo.

 

Foto: Maisq3d

Jardim e Bilheteria da Luxúria, por José Marton 

Criada a partir da planta de um labirinto, com suas paredes erguidas verticalmente e revestidas de espelhos em todas as suas faces, o projeto tem como objetivo criar provocações nos visitantes por meio de seus reflexos. Nas duas paredes espelhadas de entrada, a frase adesivada “É PROIBIDO FAZER SELFIE” faz parte do processo provocativo sobre o comportamento contemporâneo das pessoas quando se deparam com um espelho e um celular em mãos.

 

 

CASA COR SP. AGENDE-SE
 
Período: até 23 de julho
Horário: Terça a domingo, das 12h às 21h
Local: Jockey Club de São Paulo
Endereço: Avenida Lineu de Paula Machado, nº 1075 – Cidade Jardim 

Ingressos:
De terça a quinta-feira
Ingresso inteiro: R$ 56
Meia entrada: R$ 28

Sexta, sábado, domingo e feriados
Ingresso inteiro: R$ 70
Meia entrada: R$ 35

Passaporte único: R$ 165

Valet: R$ 35,00

Mais Informações: www.casacor.com 
Facebook: www.facebook.com/casacoroficial 
Instagram: @casacor_oficial