Grupo Hestia cria fragrância própria para a marca

O marketing olfativo é capaz de criar experiências que vão além da percepção cognitiva. Evoca lembranças positivas, mexe com o sentimento e gera um maior envolvimento do consumidor com a marca.

Entre os sentidos, ele é o mais marcante. Estudos científicos comprovam que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos cheiros que vivenciou, podendo armazenar na memória até 10 mil aromas diferentes, contra apenas 200 cores. Este desempenho tem transformado o marketing olfativo em aliado das empresas para a consolidação de sua identidade institucional, chegando até mesmo à construção civil.

Este é o caso do Grupo Hestia. A companhia paranaense, que congrega construtora, incorporadora e importadora, desenvolveu uma fragrância exclusiva para a marca, mesclando aromas cítricos e notas adocicadas, que estará disponível nas instalações da empresa, em Curitiba e Itajaí, a partir de março. A companhia contou com o auxílio da consultoria em marketing olfativo, Good Smell, para o desenvolvimento do aroma.

Serão instaladas 15 máquinas de dispersão no showroom, apartamentos decorados, salas de reuniões e recepção. “Os apartamentos também serão aromatizados no momento da entrega das chaves e o cliente receberá um frasco com a fragrância”, destaca a gerente de marketing do Grupo Hestia, Fernanda Krieger Bacelar.

Segundo a profissional, a ação tem como objetivo despertar os sentidos e impulsionar a fidelização do cliente. “Uma boa composição olfativa é capaz de atrair a atenção do comprador, podendo aumentar o tráfego e o tempo de permanência no estabelecimento, até mesmo a predisposição à compra”, defende Fernanda.

Além disso, foi realizado um teste com os funcionários da empresa para definir a fragrância mais agradável. “Verificamos quais delas mais se assemelhavam a nossa marca, traduzindo a ideia de sofisticação, requinte e bem-estar, e geravam menos rejeição com o uso contínuo. Todos deveriam sentir que o ambiente tornou-se mais agradável e aconchegante. Por isso, descartamos as que geraram desconforto, dor de cabeça ou uma lembrança olfativa desagradável”, explica Fernanda.

Para a gerente de marketing, com uma oferta cada vez maior de produtos e serviços semelhantes, a empresa percebeu que precisava buscar um diferencial que mexesse mais com a emoção.